Se pretende comparar equipamentos, consulte também a gama de drones agrícolas DJI AGRAS.
A pulverização com drones permite realizar aplicações agrícolas por via aérea, automatizar percursos e trabalhar em parcelas onde outros sistemas podem apresentar maiores limitações.
Os drones de pulverização agrícola, frequentemente pesquisados como drones para sulfatar, são aeronaves concebidas para transportar e aplicar líquidos sobre as culturas através de sistemas de pulverização integrados. Permitem automatizar determinados trabalhos, cobrir superfícies de forma controlada e aceder a terrenos onde a maquinaria terrestre pode encontrar maiores dificuldades.
Utilizar um drone agrícola, no entanto, não consiste apenas em encher um depósito e sobrevoar uma parcela. A qualidade da pulverização com drones depende do equipamento, do planeamento da operação, da cultura, do terreno, das condições ambientais e da configuração da aplicação.
Neste guia explicamos como funciona a pulverização com drones, que vantagens e limitações apresenta, em que situações pode ser utilizada e que fatores deve considerar antes de incorporar esta tecnologia numa exploração agrícola.
Neste guia vai aprender: como funciona a pulverização com drones, que componentes intervêm, que fatores afetam a aplicação, onde esta tecnologia pode ser útil e o que deve avaliar antes de a utilizar.
Se já conhece esta tecnologia e procura equipamentos, consulte as nossas soluções profissionais para pulverização agrícola com drones.
funcionamento
A pulverização com drones combina planeamento de voo, navegação automática e um sistema de aplicação integrado para distribuir o líquido sobre a cultura seguindo um percurso previamente definido.
Antes de iniciar o trabalho, configuram-se a parcela, a altura de voo, a velocidade, o caudal e outros parâmetros da aplicação. A partir desse planeamento, o drone percorre a zona de tratamento e realiza a pulverização de acordo com os parâmetros definidos.
O objetivo não é simplesmente sobrevoar a cultura, mas conseguir uma aplicação controlada e repetível, adaptada às características da parcela e ao trabalho que é necessário realizar.
O primeiro passo consiste em definir a zona onde será realizado o trabalho
O planeamento permite estabelecer os limites da parcela, os percursos de voo e os parâmetros gerais da operação. Dependendo do equipamento e da configuração utilizada, também podem ser considerados obstáculos, desníveis ou zonas que devam ser excluídas do tratamento.
O drone pode seguir automaticamente os percursos planeados
Depois de configurada a missão, o drone pode seguir automaticamente os percursos planeados. Isto permite manter um trajeto organizado sobre a cultura e facilita a realização de passagens sucessivas com uma trajetória coerente durante a aplicação.
Regula a aplicação de acordo com os parâmetros configurados
Os drones agrícolas incorporam um depósito e um sistema responsável por transportar o líquido até aos elementos de pulverização. Durante o voo, o sistema regula a aplicação de acordo com parâmetros como o caudal, a velocidade e o percurso realizado pelo equipamento.
Sistemas de apoio à operação em terrenos com diferentes condições
Os sistemas de navegação e deteção ajudam o drone a manter a operação sobre terrenos com diferentes condições e a identificar determinados obstáculos durante o voo.
Isto é especialmente relevante em parcelas com declives, desníveis ou elementos que dificultem a manutenção de uma trajetória uniforme.
Assim, pulverizar com drones é um processo automatizado que combina planeamento, navegação e controlo da aplicação. O resultado final depende não apenas do drone, mas também da forma como a missão é configurada e das condições reais de trabalho.
Uma boa pulverização depende tanto do equipamento como do planeamento e da configuração da operação.
componentes
Um drone de pulverização agrícola não é apenas uma aeronave com um depósito. Para realizar uma aplicação intervêm vários sistemas que trabalham de forma coordenada: navegação, controlo de voo, depósito, bombagem, pulverização, sensores de segurança e software de planeamento.
A combinação destes elementos permite executar percursos automatizados e ajustar a aplicação às condições de cada parcela.
Permite ao drone conhecer a sua posição e seguir os percursos definidos
Nos equipamentos agrícolas profissionais, o posicionamento pode recorrer a tecnologias de elevada precisão para melhorar a repetibilidade das passagens e manter uma trajetória estável durante o trabalho.
Armazena e transporta o líquido que será aplicado
O depósito armazena o líquido a aplicar, enquanto o sistema de bombagem se encarrega de o transportar até aos elementos de pulverização.
A capacidade do depósito e o desempenho do sistema influenciam a autonomia operacional e a superfície que pode ser tratada antes de uma nova recarga.
Distribui o líquido sobre a cultura
Dependendo do modelo e da configuração, o sistema pode trabalhar com diferentes formas de saída e regulação do caudal. A qualidade da aplicação depende da combinação de fatores como:
Ajudam a identificar determinadas condições do ambiente durante o voo
Estes sensores podem participar em funções como:
São particularmente relevantes em parcelas com desníveis, árvores, postes ou outros elementos que condicionem a operação.
Permite configurar a missão antes do voo e acompanhar o trabalho
A partir do software podem definir-se parâmetros como a parcela, o percurso, a velocidade, a altura e a configuração da aplicação.
O registo das operações também facilita a repetição de trabalhos, a revisão dos percursos e um maior controlo sobre as aplicações efetuadas.
vantagens
A pulverização com drones pode oferecer vantagens operacionais em determinados tipos de exploração, sobretudo quando o acesso, a rapidez de intervenção ou a redução da circulação de maquinaria são fatores importantes.
A sua utilidade depende da cultura, da superfície, da orografia, do tipo de aplicação e da configuração do equipamento.
Permite trabalhar onde a maquinaria terrestre pode encontrar maiores limitações
Pode ser útil em:
A aplicação é realizada a partir do ar
Ao realizar a aplicação por via aérea, reduz-se a necessidade de introduzir veículos na parcela.
Isto pode ajudar a evitar rodados, compactação desnecessária do solo e danos associados à passagem repetida de maquinaria em determinadas zonas da cultura.
O equipamento pode ser mobilizado sem introduzir maquinaria pesada na parcela
Esta agilidade pode ser particularmente útil quando existe uma janela de trabalho limitada ou quando as condições do terreno dificultam o acesso convencional.
Os parâmetros da aplicação podem ser ajustados ao trabalho previsto
A automatização dos percursos e o controlo dos parâmetros de aplicação permitem adaptar melhor o trabalho à superfície que se pretende tratar.
Em determinadas operações, isto pode contribuir para otimizar o volume de água e outros recursos utilizados.
Aeronave pilotada ou supervisionada à distância
O tratamento é realizado através de uma aeronave pilotada ou supervisionada à distância, o que reduz a necessidade de o operador permanecer fisicamente junto da zona de aplicação durante uma parte significativa do trabalho.
Isto não elimina as obrigações de segurança associadas à preparação, ao manuseamento e à aplicação dos produtos, mas altera a forma como o trabalhador interage com a operação.
Define rotas e parâmetros de trabalho
O planeamento digital permite definir rotas e parâmetros de trabalho que podem ser repetidos em operações posteriores.
Isto facilita a manutenção de uma metodologia de aplicação mais estruturada e um melhor registo dos trabalhos realizados.
A principal vantagem de um drone de pulverização não consiste em substituir automaticamente qualquer método tradicional, mas em oferecer uma alternativa em situações onde o acesso, o tempo, a automatização ou a circulação sobre a cultura são particularmente relevantes.
O valor do drone depende do contexto: cultura, superfície, terreno, aplicação e frequência de utilização.
comparativa
Os drones de pulverização e a maquinaria terrestre não respondem exatamente às mesmas necessidades. A escolha depende de fatores como a superfície, a cultura, o acesso à parcela, o estado do terreno e a rapidez com que o trabalho deve ser realizado.
Em muitos casos, as duas tecnologias podem ser complementares dentro da mesma exploração.
Intervenção com menor impacto
A maquinaria terrestre necessita de se deslocar fisicamente sobre o terreno, podendo encontrar limitações em parcelas com declives, solos húmidos, acessos estreitos ou zonas de difícil manobra.
O drone realiza a aplicação por via aérea, permitindo intervir sem necessidade de introduzir um veículo diretamente na área a tratar.
Os pulverizadores terrestres podem deixar rastos e exigem a circulação de maquinaria na parcela
Com um drone, a aplicação é realizada sem contacto direto com o terreno, pelo que pode ser uma solução interessante quando se pretende reduzir o trânsito sobre a cultura ou evitar a entrada de maquinaria em determinadas condições.
Os drones operam com uma capacidade de carga mais limitada
A maquinaria terrestre dispõe, normalmente, de depósitos com maior capacidade e pode ser mais adequada para trabalhos contínuos em áreas extensas e de fácil acesso.
Os drones operam com uma capacidade de carga mais limitada, pelo que a produtividade global também depende da logística de reabastecimento, das baterias, do caudal utilizado e das características da missão.
Esta nuance é importante: uma maior automatização não significa, necessariamente, uma maior capacidade de tratamento em todos os cenários.
Um drone pode ser colocado em operação sem necessidade de introduzir maquinaria pesada na parcela
Isto pode facilitar intervenções em áreas específicas ou em situações em que o estado do terreno dificulta o acesso de outros equipamentos.
Os drones permitem planear rotas de voo e manter parâmetros definidos ao longo da missão
A maquinaria agrícola moderna também pode incorporar sistemas avançados de posicionamento, orientação e controlo da aplicação, pelo que não é correto apresentar a automatização como uma característica exclusiva dos drones.
A principal diferença reside na forma como a aplicação é realizada: por via aérea ou a partir do solo.
A pulverização com drones pode ser particularmente interessante quando o acesso, a orografia, o estado do terreno ou a necessidade de intervir sem introduzir maquinaria condicionam o trabalho.
Em explorações amplas e facilmente transitáveis, a maquinaria terrestre pode continuar a ser uma opção muito eficiente.
A decisão não deve ser simplesmente “drone ou trator”, mas sim qual o sistema mais adequado para cada trabalho e cada parcela.
culturas
Os drones de pulverização podem ser utilizados em diferentes culturas, mas a sua utilidade não depende apenas da espécie cultivada. Fatores como a orografia, dimensão da parcela, acessibilidade, estrutura da cultura e tipo de aplicação condicionam a forma de trabalhar.
Mais do que associar um drone a uma cultura específica, é importante analisar as características reais de cada exploração.
Aplicação aérea sem introduzir maquinaria diretamente entre as linhas
Na vinha, sobretudo em parcelas com declive ou acessos difíceis, a aplicação a partir do ar permite trabalhar sem introduzir maquinaria diretamente entre as linhas.
O planeamento do voo deve adaptar-se à disposição das linhas, à altura da vegetação e às características do terreno.
Aplicações em terrenos irregulares ou de difícil acesso
A pulverização com drones pode ser útil em olivais localizados em terrenos irregulares ou com dificuldades de acesso para maquinaria convencional.
A estrutura e o volume da copa tornam particularmente importante ajustar corretamente parâmetros como a altura, o percurso e as características da aplicação.
A altura e densidade da vegetação variam consoante a espécie e o sistema de formação
Em pomares e culturas frutícolas, os drones podem realizar percursos aéreos sobre as linhas de árvores, mas devem ser considerados fatores como:
Aplicações sem necessidade de circular sobre o terreno
Nos cereais e noutras culturas extensivas, os drones podem ser utilizados para realizar aplicações sem necessidade de circular sobre o terreno.
Em grandes superfícies, a produtividade deve ser avaliada considerando não apenas a velocidade de voo, mas também a capacidade do depósito, as recargas, as baterias e a logística de toda a operação.
Intervenções em zonas específicas da parcela
Nas culturas hortícolas, os drones podem facilitar aplicações sobre determinadas zonas da parcela e reduzir a necessidade de introduzir maquinaria entre as linhas de cultivo.
A configuração deve ser adaptada à distribuição das plantas, à superfície e ao objetivo da aplicação.
A adequação da pulverização com drones depende da combinação entre o tipo de cultura, o terreno, a acessibilidade e o tipo de aplicação.
Por esse motivo, duas explorações da mesma cultura podem exigir abordagens muito diferentes.
A cultura é importante, mas a orografia, a estrutura da parcela e o objetivo da aplicação são igualmente determinantes.
qualidade
A eficácia de uma pulverização com drones não depende apenas do modelo utilizado. O resultado é condicionado pela configuração da operação, pelas características da cultura, pelo terreno e pelas condições ambientais.
Parâmetros como a altura de voo, a velocidade, o caudal e a dimensão das gotas devem ser ajustados ao objetivo de cada aplicação.
Influencia a forma como a pulverização chega à cultura
Uma altura demasiado elevada pode aumentar a exposição das gotas ao vento e dificultar o controlo da aplicação. A altura deve ser definida considerando a estrutura da cultura, o relevo e o sistema de pulverização utilizado.
Deve ser configurada em conjunto com os restantes parâmetros
A velocidade do drone está relacionada com o tempo durante o qual o sistema atua sobre cada zona. Alterar a velocidade sem ajustar os restantes parâmetros pode modificar a quantidade aplicada sobre a superfície.
Por isso, velocidade e caudal devem ser configurados em conjunto.
Determinam a quantidade de líquido aplicada durante o trabalho
O volume adequado não é igual para todos os trabalhos nem para todas as culturas. Deve ser definido de acordo com o objetivo da aplicação, a superfície e as características da vegetação.
Afeta o comportamento da pulverização durante a aplicação
As gotas de menor dimensão podem apresentar características de cobertura diferentes, mas também são mais sensíveis às condições ambientais. As gotas de maior dimensão apresentam outro comportamento durante o percurso até à cultura.
A dimensão das gotas deve ser selecionada de acordo com o tipo de aplicação e as condições de trabalho.
O vento é um dos fatores que mais pode condicionar uma aplicação aérea
A velocidade e direção do vento podem modificar a trajetória das gotas e favorecer a deriva, ou seja, o deslocamento do produto para fora da zona que se pretende tratar.
Também devem ser consideradas outras condições ambientais relevantes para a operação e para o produto utilizado.
Não é o mesmo aplicar sobre uma cultura extensiva de baixa altura ou sobre uma massa vegetal densa ou uma plantação arbórea
A altura, a densidade e a estrutura da vegetação influenciam a penetração e a distribuição da pulverização.
Por esse motivo, culturas como a vinha, o olival ou os pomares podem exigir abordagens diferentes das utilizadas em cereais ou noutras culturas extensivas.
Os declives e as variações de altitude da parcela também condicionam a operação
Os sistemas de seguimento do terreno podem ajudar o drone a adaptar o voo à orografia, mas o planeamento continua a ser fundamental para manter condições de trabalho consistentes em toda a superfície.
O espaçamento entre os percursos e a forma como a parcela é coberta influenciam a uniformidade da aplicação
Um planeamento adequado deve evitar tanto zonas com cobertura insuficiente como sobreposições desnecessárias.
A qualidade de uma pulverização com drones depende de equilibrar todos os parâmetros da operação, e não de otimizar apenas um deles.
Uma alteração na velocidade, altura ou caudal pode afetar o restante processo de aplicação.
Não existe uma configuração universal: cada aplicação deve ser adaptada à cultura, ao terreno, ao objetivo do trabalho e às condições existentes.
aplicacoes
Os drones agrícolas podem ser utilizados para diferentes tipos de aplicação, mas pulverizar e distribuir materiais sólidos não são a mesma operação.
A pulverização utiliza produtos líquidos, enquanto a distribuição de sólidos utiliza materiais sólidos. Cada operação requer um sistema específico e uma configuração adaptada ao material, à cultura e ao objetivo do trabalho.
Pulverização = aplicação de líquidos Distribuição = aplicação de materiais sólidos
O drone transporta um líquido num depósito
Numa operação de pulverização, o drone transporta um líquido num depósito e distribui-o sobre a cultura através do seu sistema de aplicação.
A configuração pode incluir parâmetros como:
A qualidade do resultado dependerá da forma como estes parâmetros são combinados com as características da cultura e as condições ambientais.
A distribuição utiliza um sistema diferente, concebido para aplicar materiais sólidos sobre uma superfície agrícola
Neste tipo de operação podem intervir fatores como a quantidade de material a aplicar, a granulometria, a velocidade de trabalho e a largura efetiva de distribuição.
Por esse motivo, embora o mesmo drone possa admitir diferentes sistemas, consoante o modelo, a configuração necessária para a distribuição de materiais sólidos não é a mesma que para a pulverização.
Alguns drones agrícolas permitem instalar sistemas de pulverização e de distribuição de materiais sólidos
No entanto, a compatibilidade, a capacidade e as características de cada sistema dependem do modelo e da respetiva configuração.
Isto permite que a mesma plataforma possa ser utilizada em diferentes operações agrícolas, desde que esteja equipada com o sistema adequado.
Depende, principalmente, do material a aplicar e do objetivo do trabalho
Se a aplicação exigir a distribuição de uma solução líquida, será utilizado um sistema de pulverização. Se o objetivo for distribuir um material sólido compatível com este tipo de equipamento, será utilizado um sistema de distribuição.
Em ambos os casos, é necessário adaptar a configuração às características específicas da operação.
A partir daí, cada sistema requer parâmetros, componentes e um planeamento próprios.
O facto de um drone poder realizar pulverização e distribuição de materiais sólidos não significa que ambas as operações sejam efetuadas da mesma forma. Cada aplicação exige a sua própria configuração.
capacidade
A capacidade do depósito é um dos dados que mais chama a atenção ao comparar drones agrícolas, mas não deve ser o único critério de escolha.
Um depósito maior pode reduzir o número de recargas, mas a produtividade real também depende da superfície, do volume de aplicação, da cultura, da autonomia das baterias e da logística de trabalho.
Devem ainda ser considerados a dimensão e fragmentação das parcelas, a frequência de utilização, a capacidade de carga e a organização das recargas no campo.
O drone adequado não é necessariamente o que possui maior capacidade, mas aquele que permite organizar melhor toda a operação.
Comparar soluções para pulverização agrícola
A superfície a tratar influencia diretamente as necessidades de capacidade
Em parcelas pequenas ou fragmentadas, um equipamento mais compacto pode ser suficiente e facilitar as manobras. Em explorações de maior dimensão, uma capacidade superior pode ajudar a reduzir as interrupções para reabastecimento.
No entanto, não existe uma relação automática entre “mais hectares” e “um drone maior”. A configuração deve ser analisada em conjunto com as restantes variáveis.
Quanto maior for o volume de líquido necessário por unidade de superfície, mais cedo será necessário reabastecer o depósito
Por esse motivo, duas operações realizadas na mesma área podem exigir uma logística muito diferente se utilizarem volumes de aplicação distintos.
A capacidade necessária deve ser avaliada em função da quantidade de líquido utilizada em cada missão, e não apenas da dimensão total da exploração.
A arquitetura da cultura e a configuração da parcela também condicionam o trabalho
Um drone com maior capacidade pode ser uma boa opção para superfícies amplas e abertas, enquanto um equipamento mais compacto pode oferecer vantagens em parcelas com:
A produtividade de um drone agrícola não depende apenas da capacidade do depósito
O número de baterias disponíveis, os tempos de carregamento e a forma como é organizada a sua rotação podem influenciar significativamente a continuidade da operação.
Um equipamento com elevada capacidade de pulverização pode perder parte dessa vantagem se a logística energética não estiver devidamente dimensionada.
Drone + depósito + baterias + carregamento + preparação da calda + deslocações
Também é importante considerar onde será efetuado o reabastecimento do líquido, quanto tempo esse processo demora e qual a distância entre o ponto de apoio e a área de trabalho.
Em operações profissionais, a produtividade deve ser analisada como um sistema completo:
Drone + depósito + baterias + carregamento + preparação da calda + deslocações.
A frequência de utilização ajuda a definir as necessidades do equipamento
Não necessita do mesmo equipamento uma exploração que realiza trabalhos pontuais e uma operação intensiva durante grande parte da campanha.
A frequência de utilização ajuda a determinar a importância de fatores como a capacidade, a velocidade de reabastecimento, a autonomia e a produtividade diária.
Assim, a escolha da capacidade de um drone de pulverização passa por encontrar um equilíbrio entre carga útil, manobrabilidade e logística de trabalho.
Um depósito de maior capacidade pode proporcionar mais produtividade em determinados cenários, mas isso não significa automaticamente que seja a melhor solução para qualquer exploração.
O drone mais adequado não é necessariamente o que tem maior capacidade, mas sim aquele que permite organizar toda a operação de forma mais eficiente.
Se está a avaliar qual a capacidade que melhor se adapta à sua exploração, pode comparar os nossos drones de pulverização agrícola e as respetivas configurações.
rentabilidade
A rentabilidade de um drone de pulverização depende da forma como é utilizado na exploração. Não existe uma poupança fixa aplicável a todos os casos, uma vez que intervêm fatores como a superfície, a frequência dos tratamentos, a logística, o tipo de cultura e a alternativa com a qual é feita a comparação. Por esse motivo, antes de avaliar o investimento, convém analisar o custo total da operação e não apenas o preço do drone.
Quanto maior for o número de operações realizadas ao longo da campanha, maior será o potencial de aproveitamento do equipamento
Uma exploração que utiliza o drone de forma recorrente pode distribuir o investimento por um maior número de trabalhos do que outra que apenas necessita de realizar aplicações pontuais. A superfície é importante, mas deve ser analisada em conjunto com a frequência real de utilização.
A rentabilidade também depende do sistema atualmente utilizado
Por exemplo, pode ser relevante comparar aspetos como:
O objetivo não deve ser comparar apenas o preço de compra de dois equipamentos, mas sim o custo total necessário para realizar o trabalho.
Reduzir o tempo necessário para mobilizar equipamentos
A capacidade de intervir rapidamente pode ter valor operacional quando existe uma janela de trabalho limitada ou quando as condições do terreno dificultam o acesso.
Reduzir o tempo necessário para mobilizar equipamentos ou aceder a uma parcela pode melhorar a organização dos trabalhos, embora esse benefício deva ser avaliado em cada exploração.
A produtividade real está intimamente relacionada com a organização no terreno
As baterias, os sistemas de carregamento, os reabastecimentos de líquido, o transporte e o pessoal fazem parte do custo de utilização do equipamento.
Por esse motivo, uma avaliação da rentabilidade deve incluir todo o fluxo de trabalho, e não apenas as prestações do drone.
Aceder ao terreno em determinadas condições
Em algumas situações, realizar a aplicação por via aérea pode reduzir os efeitos associados ao trânsito de maquinaria, como os rastos deixados no terreno ou a impossibilidade de aceder a parcelas em determinadas condições. O valor económico destas vantagens dependerá da cultura e das características específicas da parcela.
Nem todas as explorações necessitam de adquirir um equipamento próprio
Quando o volume de trabalho é reduzido ou se pretende avaliar a tecnologia antes de realizar um investimento, contratar um serviço especializado pode ser uma alternativa. Em contrapartida, dispor de um equipamento próprio pode proporcionar maior autonomia quando existe um volume de trabalho suficiente para justificar a sua utilização.
A questão não é apenas “quanto custa um drone de pulverização?”, mas sim quanto custa realizar cada campanha com o sistema atual e que parte desse trabalho poderá ser melhorada com uma operação aérea.
A rentabilidade depende da utilização real: superfície, frequência, logística, pessoal e método de trabalho atual
normativa
A utilização de um drone agrícola para pulverização não depende apenas de dispor do equipamento e da formação necessária para o pilotar.
Em Portugal, a operação deve cumprir simultaneamente a regulamentação aeronáutica aplicável aos UAS e a legislação relativa aos produtos fitofarmacêuticos.
Além disso, a aplicação aérea de produtos fitofarmacêuticos é, por regra, proibida, podendo apenas ser autorizada em situações específicas previstas na legislação e mediante aprovação pelas autoridades competentes.
Por esse motivo, antes de realizar qualquer aplicação, é necessário analisar o tipo de operação, o drone utilizado, a zona de voo, o produto a aplicar e os requisitos legais aplicáveis.
Os drones de pulverização agrícola oferecem uma forma diferente de realizar determinadas aplicações: permitem trabalhar por via aérea, automatizar percursos e aceder a parcelas onde a maquinaria terrestre pode encontrar maiores limitações.
No entanto, a sua utilidade não depende apenas das prestações do equipamento. A qualidade de uma operação é condicionada por fatores como a cultura, a orografia, a altura de voo, a velocidade, o caudal, as condições ambientais e o planeamento da missão.
Também é importante avaliar a operação como um todo. A capacidade do depósito, as baterias, os reabastecimentos, a frequência de trabalho e a logística no terreno determinam tanto a produtividade como a potencial rentabilidade da adoção desta tecnologia.
Por esse motivo, antes de utilizar ou adquirir um drone agrícola, é aconselhável analisar quais os trabalhos a realizar, em que condições serão executados e qual a configuração mais adequada às necessidades da exploração.
faq
Um drone de pulverização utiliza um depósito e um sistema de aplicação para distribuir um líquido sobre a cultura enquanto segue uma rota de voo previamente planeada. Durante a operação são configurados parâmetros como a altura, a velocidade, o caudal e as características da pulverização. O objetivo é realizar a aplicação de forma controlada e adaptada às condições da parcela.
Na linguagem corrente utiliza-se frequentemente a expressão «fumigar com drones» para designar diferentes tratamentos agrícolas. Do ponto de vista técnico, pulverização descreve a aplicação de um líquido sob a forma de gotas sobre uma superfície ou cultura. Por esse motivo, neste guia utilizamos principalmente o termo pulverização, embora ambos os conceitos possam surgir nas pesquisas dos utilizadores.
Não existe um valor válido para todos os casos.
A superfície que pode ser tratada depende de fatores como:
Por esse motivo, a produtividade deve ser avaliada tendo em conta toda a jornada de trabalho e não apenas o tempo em que o drone permanece em voo.
O volume de água depende do tipo de aplicação, da cultura, do equipamento e da configuração utilizada. Não existe um volume universal por hectare aplicável a todos os tratamentos. A quantidade deve ser definida de acordo com as necessidades da operação e com as condições de utilização do produto correspondente.
Os drones podem ser utilizados em diferentes tipos de culturas, mas a adequação da aplicação deve ser analisada caso a caso. A altura e a densidade da vegetação, a disposição das plantas, a orografia, o acesso à parcela e o objetivo do tratamento influenciam a configuração necessária. Por esse motivo, vinhas, olivais, pomares ou culturas extensivas podem exigir abordagens diferentes.
A aplicação aérea pode ser particularmente interessante em terrenos onde o declive dificulta o acesso da maquinaria terrestre. Os sistemas de navegação e seguimento do terreno podem ajudar a adaptar o voo à orografia, embora o planeamento da missão e as condições reais da parcela continuem a ser fundamentais.
Sim. O vento pode alterar a trajetória das gotas e favorecer a deriva para fora da zona prevista. Por esse motivo, as condições ambientais fazem parte dos fatores que devem ser avaliados antes e durante uma operação de pulverização.
Alguns drones agrícolas podem trabalhar com sistemas diferentes para aplicações líquidas e materiais sólidos, desde que o modelo seja compatível com esses equipamentos. A pulverização e a distribuição de materiais sólidos são operações distintas e exigem configurações específicas.
Depende da superfície, da cultura, do volume de aplicação, da frequência de trabalho e da logística disponível. Um depósito de maior capacidade pode reduzir determinadas interrupções, mas também devem ser avaliadas a manobrabilidade, as baterias, os reabastecimentos e as características das parcelas.
Se está a avaliar qual a capacidade mais adequada à sua exploração, pode comparar os drones para pulverização agrícola e as respetivas configurações.
A utilização profissional de um drone agrícola deve cumprir a regulamentação aeronáutica aplicável e, quando envolve produtos fitofarmacêuticos, a legislação específica em vigor. Em Portugal, a aplicação aérea de produtos fitofarmacêuticos está sujeita a requisitos legais específicos e pode exigir autorizações por parte das autoridades competentes. Antes de realizar qualquer operação, devem ser sempre consultadas as condições legais aplicáveis.
Depois de analisar como funciona a pulverização com drones, as suas vantagens, as diferenças em relação a outros sistemas e os fatores que influenciam cada operação, o passo seguinte é determinar qual a capacidade e a configuração que melhor se adaptam à sua forma de trabalhar.
A escolha do equipamento dependerá de aspetos como a superfície, o tipo de cultura, a orografia, a frequência de utilização, o volume de aplicação e a logística disponível no terreno. Na nossa página dedicada aos drones de pulverização agrícola poderá consultar as soluções disponíveis, comparar capacidades e conhecer os principais fatores que deve considerar antes de escolher um equipamento.